Reciclare, Autor em Reciclare Edtech /author/reciclare/ Tecnologia e metodologias educacionais para desenvolver pessoas e gerar resultados Mon, 26 Jun 2023 15:01:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.7 /wp-content/uploads/2023/06/cropped-fav-32x32.png Reciclare, Autor em Reciclare Edtech /author/reciclare/ 32 32 Transdisciplinaridade /2022/05/23/transdisciplinaridade/ /2022/05/23/transdisciplinaridade/#respond Mon, 23 May 2022 20:02:26 +0000 /?p=1488 Certo dia, um elefante chegou à cidade pela primeira vez. Um grupo de homens cegos soube da presença do animal e decidiu tentar compreendê-lo pelo toque. Cada um cuidou de uma parte do elefante. O primeiro mexeu na orelha e disse que ela parecia um leque. Outro tocou as pernas e afirmou que havia semelhança [...]

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Certo dia, um elefante chegou à cidade pela primeira vez. Um grupo de homens cegos soube da presença do animal e decidiu tentar compreendê-lo pelo toque. Cada um cuidou de uma parte do elefante. O primeiro mexeu na orelha e disse que ela parecia um leque. Outro tocou as pernas e afirmou que havia semelhança com um tronco. O terceiro examinou a tromba e associou a uma cobra.

Nenhum deles chegou à imagem de um elefante e nem a soma de seus achados se assemelhava ao animal.

Esta é uma parábola budista bastante conhecida. Mas por que conto isso logo aqui, num artigo sobre transdisciplinaridade?

Porque ela é uma ótima analogia para lidar com a questão que a transdisciplinaridade levanta. O “todo” de um sistema, normalmente, é maior do que a soma de suas partes.

Disciplinas

Desde a escola, aprendemos por meio de disciplinas bem separadas, com horários determinados para cada uma delas: português, matemática, física, história… E depois, seguimos da mesma forma na universidade e no trabalho.

Só que a realidade é bem mais complexa do que a soma destas disciplinas.

Por exemplo, uma ponte. Para construí-la, basta um bom engenheiro? Talvez. Mas, pense no impacto de uma ponte: ela envolve diversas outras questões, trata-se de uma região com muito fluxo de pedestres ou de carros? De que forma as pessoas se locomovem antes de sua construção? Qual será seu impacto no tráfego, na economia, no meio ambiente, na vida das pessoas?

É possível que engenheiros cheguem à conclusão de que o melhor lugar e forma de construir a ponte sejam um, mas sociólogos ou antropólogos cheguem à conclusão de que sejam outros, e ambientalistas podem chegar a uma terceira conclusão. Provavelmente, um olhar que, através da troca e do compartilhamento, leve em conta todas estas perspectivas chegue a um resultado que nenhuma das partes teria avançado sozinha.

Transdisciplinaridade

Por que isso é importante para o mundo de hoje?

Vivemos uma realidade complexa. Até criamos siglas para isso: o mundo VUCA é volátil, incerto, complexo e ambíguo. Outra alternativa, o mundo BANI, também é uma forma de expressar essa complexidade: Frágil (Brittle), Ansioso, Não-linear e Incompreensível.

O conhecimento compartimentado não dá mais conta de uma realidade que se transforma cada vez mais rápido.

Nós dividimos conhecimento porque isso nos ajuda a aprofundar em um assunto. Não há nada de errado nisso. É claro que a especialização tem um lado positivo. Possivelmente, muitas das grandes invenções da humanidade não teriam sido criadas sem a especialização.

O problema, talvez, resida no fato de nos restringirmos a ela.

Nós tentamos simplificar um mundo complexo. A realidade é complexa, no sentido de que não é possível controlar todos os fatores e determinar seus resultados.

Para lidar com um mundo complexo, além da especialização, precisamos da transdisciplinaridade, que vai além da interdisciplinaridade, porque é uma forma de  ir além da soma das partes.

Pausa

Vamos fazer uma pausa aqui. Respirar fundo. Para muita gente, tudo isso pode parecer demais. Gerar mais ansiedade do que respostas. Afinal, se mal damos conta da nossa especialidade, como lidar com um mundo complexo, com tanta informação e tantas possibilidades?

A ideia da transdisciplinaridade não é que todo mundo saiba tudo. Talvez, aqui tenhamos uma interseção com o lifelong learning – aprendizado ao longo da vida (tempo) – e mais ainda com o lifewide learning – aprendizado por todos os espaços da vida. Tem mais a ver com uma postura de abertura e curiosidade em relação ao mundo do que com saber tudo que se apresenta à nossa frente (o que é também impossível!).

Transdisciplinaridade

Transdisciplinaridade e Aprendizagem Corporativa

Então, de que forma a transdisciplinaridade pode nos ajudar na aprendizagem corporativa?

Penso em dois caminhos complementares: 1. o olhar para a aprendizagem por desafios e problemas e 2. a transdisciplinaridade como uma habilidade

Neste primeiro caminho, a aprendizagem baseada em problemas reais e trabalhada de forma colaborativa, com times multidisciplinares, pode apoiar a transdisciplinaridade. Em outras palavras, trazer um problema real para a mesa e juntar um time de pessoas de áreas e especialidades diferentes para pesquisar, refletir e construir a partir dele de forma aberta é uma estratégia possível.

Neste caso, mudamos a mentalidade de educação baseada em conteúdos previamente determinados, para uma aprendizagem coletiva baseada em situações do mundo real, com toda a sua complexidade.

Outra abordagem é pensar na transdisciplinaridade como uma habilidade. O relatório “Habilidades do futuro do trabalho 2020” apresentou a transdisciplinaridade como das 10 mais relevantes para o profissional desta década.

“O profissional ideal da próxima década é ‘em forma de T’ – eles trazem uma compreensão profunda de pelo menos um campo, mas têm a capacidade de conversar na linguagem de uma gama mais ampla de disciplinas.  Isso requer um senso de curiosidade e uma vontade de continuar aprendendo muito além dos anos da educação formal. Como a vida útil prolongada promove várias carreiras e exposição a mais indústrias e disciplinas, será particularmente importante para os trabalhadores desenvolver essa qualidade em forma de T.”

Então, quando estamos sendo transdisciplinares?

Na minha visão, quando o conhecimento acadêmico formal dialoga com a experiência informal. Quando a curiosidade abre espaço para novos questionamentos que aprofundem e tirem da zona de conforto. Quando nos baseamos em problemas e desafios, não em conteúdos e disciplinas. Para isso, é preciso ir além da visão limitada de que cada um deve atuar e conhecer apenas suas áreas de especialidade. Estar aberto ao novo e ao diferente é essencial.

Resumindo

Para um mundo complexo, pensar em caixas, de forma fragmentada, não é suficiente. A transdisciplinaridade se propõe, a partir da curiosidade, a apoiar a aprendizagem por meio de perguntas, desafios e problemas reais, de forma colaborativa e, muitas vezes, inusitadas e por caminhos novos.

Por Nira Bessler, lifelong learner, especialista em aprendizagem de adultos e apaixonada pelo tema.

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Segurança psicológica: o ingrediente secreto da aprendizagem /2022/03/30/seguranca-psicologica-o-ingrediente-secreto-da-aprendizagem/ /2022/03/30/seguranca-psicologica-o-ingrediente-secreto-da-aprendizagem/#respond Wed, 30 Mar 2022 15:40:15 +0000 /?p=1475 Quanto mais erros, pior? Quanto mais erros, pior, certo? Era o que pensava Amy Edmondson, antes de iniciar uma pesquisa que mudou sua perspectiva sobre aprendizagem em equipes. A pesquisa que ampliou para o mundo o conceito de “segurança psicológica”. É um tema que vem ganhando força nos últimos anos, mas que tem como marco [...]

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Quanto mais erros, pior?

Quanto mais erros, pior, certo? Era o que pensava Amy Edmondson, antes de iniciar uma pesquisa que mudou sua perspectiva sobre aprendizagem em equipes. A pesquisa que ampliou para o mundo o conceito de “segurança psicológica”.

É um tema que vem ganhando força nos últimos anos, mas que tem como marco um artigo publicado em 1999 por Edmonson, pesquisadora e professora de Harvard.

O objetivo inicial de sua pesquisa era verificar a correlação entre equipes mais eficientes e fortes e a quantidade de erros cometidos por elas. Sua hipótese era de que quanto mais forte o time, menos erros ele cometeria. Com apoio de um grupo de pesquisadores, iniciou o trabalho de coleta dos dados em hospitais.

Quando chegaram as informações, uma surpresa. A correlação existia, mas se deu no sentido oposto ao que ela esperava. As equipes que eram avaliadas como mais fortes (com mais colaboração e confiança) eram também as que apresentavam a maior quantidade de erros.

O que poderia explicar isso?

Após uma análise cuidadosa, Edmondson percebeu que não era que as melhores equipes erravam mais, mas sim que elas reportavam mais seus erros!

Ou seja: elas tinham mais coragem e abertura para assumir quando erravam e falar sobre isso.

O que segurança psicológica tem a ver com isso?

Ao contrário do que a expressão isolada pode dar a entender, segurança psicológica não significa concordar sempre. Não é evitar conflitos. Não é deixar de falar para não magoar.

Segurança psicológica, na definição da pesquisadora, é “a crença de que o ambiente de trabalho é seguro para correr riscos interpessoais”.

Ou seja: é um ambiente em que as pessoas confiam umas nas outras e respeitam-se ao ponto de se expressarem com sinceridade sem medo. E de entenderem que reportar erros não irá ameaçá-las – mas que isso, na verdade, é o que se espera dela.

E qual a relação entre segurança psicológica e aprendizagem?

Se meu assunto é aprendizagem, porque estou aqui a falar sobre segurança psicológica? Porque há uma forte relação entre as duas coisas. O que Amy Edmondson percebeu é que um ambiente de segurança psicológica é fundamental para que equipes sejam capazes de aprender com seus erros.

Ela não é suficiente para gerar aprendizagem, mas é um dos ingredientes fundamentais. Num ambiente psicologicamente seguro, as pessoas sentem-se à vontade para “focar em objetivos compartilhados, em vez de autoproteção”, como explica Edmondson em seu livro best seller A Organização Sem Medo. “A segurança psicológica prepara o terreno para um ambiente de trabalho mais honesto, mais desafiador, mais colaborativo e, portanto, também mais eficiente.”

Todos estes ingredientes são fundamentais para que os aprendizados a partir de erros sejam possíveis. Afinal, se falar sobre erros é um tabu, como podemos aprender coletivamente com eles?

É claro que, como mencionei acima, isso não é suficiente para gerar um ambiente de aprendizagem. Outro ponto importante para isso, segundo a visão da autora, são os altos padrões, que geram desafio e curiosidade para mover os membros da equipe. A matriz abaixo (livremente traduzida a seguir) resume a relação entre segurança psicológica e aprendizagem.

Imagem: Psychological Safety ≠ “Anything Goes” – Amy C. Edmondson (amycedmondson.com)

Zona de apatia (baixos padrões de performance e baixa segurança psicológica) – As pessoas aparecem no trabalho com seus corações e mentes em outro lugar, escolhendo autoproteção em vez de esforço.

Zona de conforto (baixos padrões de performance e alta segurança psicológica) – As pessoas são abertas e colaborativas, mas não se sentem desafiadas. Em times, não conseguem dar grandes passos.

Zona de ansiedade (altos padrões de performance e baixa segurança psicológica) – As pessoas relutam em compartilhar ideias, tentar coisas novas ou pedir ajuda, colocando o trabalho em risco.

Zona de aprendizagem (altos padrões de performance e alta segurança psicológica) – As pessoas são colaborativas e aprendem na busca por alta performance, conseguindo realizar trabalhos complexos e inovadores.

E, então, o que achou?

Por Nira Bessler, lifelong learner, especialista em aprendizagem de adultos e apaixonada pelo tema

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O cérebro é preditivo. O que isso tem a ver com treinamentos? /2022/02/17/o-cerebro-e-preditivo-o-que-isso-tem-a-ver-com-treinamentos/ /2022/02/17/o-cerebro-e-preditivo-o-que-isso-tem-a-ver-com-treinamentos/#respond Thu, 17 Feb 2022 14:55:24 +0000 /?p=1429 Vcoê é cpaaz de ler etse txteo com lteras torcdas ou msm sm algms ltras? Agora pensa em um chocolate quente bem cremoso fumegando na caneca. Você já sente um leve gostinho só de ler essas palavras ou pelo menos deu água na boca? Por que isso acontece?

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Vcoê é cpaaz de ler etse txteo com lteras torcdas ou msm sm algms ltras? Agora pensa em um chocolate quente bem cremoso fumegando na caneca. Você já sente um leve gostinho só de ler essas palavras ou pelo menos deu água na boca?

Por que isso acontece? Neurocientistas dizem que é porque nossa mente é preditiva e não reativa.

Outro exemplo é um experimento realizado recentemente, em que cientistas ofereceram um prato de carne para 2 grupos diferentes de pessoas. Para o primeiro grupo, os pesquisadores disseram que a carne era orgânica, criada em uma fazenda com cuidados especiais. Para o segundo grupo, contaram que se tratava de uma carne produzida em uma grande indústria. Na verdade, tratava-se da mesmíssima carne.

Resultado? O grupo que comeu a carne embrenhada da narrativa orgânica não só reportou gostar mais do prato, como também comeu quantidades maiores! 

O que é uma mente preditiva?

Uma mente preditiva significa que partimos de nossas experiências passadas para construir a realidade.

Como assim? Quando você leu o texto com letras trocadas ou quando sentiu água na boca apenas por pensar sobre chocolate quente, seu cérebro estava fazendo exatamente isso, usando informações básicas do mundo para prever e construir a realidade a partir de suas memórias, suas experiências passadas.

Alguns neurocientistas chegam a dizer que a realidade é uma alucinação controlada, porque ela é construída não apenas pelo mundo externo naquele momento, mas também por vivências passadas. Tudo acontece de forma muito rápida, quase automática. Se quiser saber um pouco mais, recomendo este TED.

Por que isso é relevante para aprendizagem e treinamento?

Experiências passadas e gasto de energia

Porque isso reforça o quanto é importante levar em conta a experiência passada do aprendiz adulto, um dos princípios da andragogia. As experiências anteriores ajudam a construir nossa realidade. Se as desconsideramos, dificilmente vamos criar a conexão necessária para mobilizar o adulto para a aprendizagem.

Outro ponto envolve nosso custo metabólico. Quando as previsões do nosso cérebro são acertadas ficamos muito mais confortáveis, já que esse é o nosso automático. Precisamos de menos energia.

Por outro lado, nossas previsões podem estar erradas. Se aquele chocolate quente que comentei no início estiver salgado, você vai levar um susto. Você vai se conectar com a realidade externa, sair do automático das previsões. 

Esse “choque de realidade” pode ser desconfortável porque exige um maior consumo de energia do nosso corpo.

O primeiro passo para aprender é um “erro de previsão”

Só que, para aprender, precisamos passar por esse processo de nos abrir para o novo, de receber informações externas. Nesse sentido, aprender é um “erro de previsão” do nosso cérebro. E por isso aprender uma coisa nova é também um dos processos que mais consomem nossa energia. Pode ser cansativo.

Ao mesmo tempo, há um outro efeito desse processo. Do ponto de vista da evolução, precisamos conservar energia para sobreviver bem e por mais tempo. O cérebro evita desperdício de energia. Ele só se mobiliza e gasta oxigênio e energia naquilo que faz sentido para a gente. 

 

Para aprender, é preciso se importar

Em outras palavras, só nos conectamos e refletimos profundamente sobre o que nos importa, porque nossa tendência é evitar gastos metabólicos desnecessários. E, para o cérebro, uma coisa é importante quando nossos sentimentos sinalizam que ela é relevante (não a racionalidade).

Assim, a conexão entre a solução de aprendizado e os aprendizes precisa existir além da simples necessidade prática. É preciso haver uma conexão que estabeleça sentido afetivo para a pessoa. Por exemplo, o compartilhamento de histórias e a conexão com sentimentos como paixões, preocupações ou medos do dia-a-dia.

De qualquer forma, escutar o aprendiz sem julgamentos é um primeiro passo importante para uma solução de aprendizagem. Só assim é possível compreender o que realmente faz sentido para ele ou para um grupo de pessoas.

Em resumo, nosso cérebro atua por previsões, porque assim somos mais rápidos e consumimos menos energia. É mais confortável. O aprendizado parte de um “erro” de previsão, que pode ser mais cansativo e demandar mais energia. Essa mobilização só acontece se fizer sentido para o aprendiz. E, para fazer sentido, precisamos de conexão.

E aí, faz sentido para você?

Por Nira Bessler, lifelong learner, especialista em aprendizagem de adultos e apaixonada pelo tema.

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Metaverso – A internet do futuro /2022/02/03/metaverso-a-internet-do-futuro/ /2022/02/03/metaverso-a-internet-do-futuro/#respond Thu, 03 Feb 2022 19:39:53 +0000 /?p=1420 Você sabia que a vida como conhecemos hoje, está prestes a mais uma vez ser revolucionada pela tecnologia?Isso graças a uma das grandes tendências para 2022: o Metaverso. Desde que o Facebook anunciou sua mudança de nome para Meta e mostrou grande interesse de investimento na realidade virtual ¹, muito se tem falado sobre o [...]

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Você sabia que a vida como conhecemos hoje, está prestes a mais uma vez ser revolucionada pela tecnologia?
Isso graças a uma das grandes tendências para 2022: o Metaverso.

Desde que o Facebook anunciou sua mudança de nome para Meta e mostrou grande interesse de investimento na realidade virtual ¹, muito se tem falado sobre o termo Metaverso, que desde o fim de 2021 se tornou uma das palavras mais buscadas na internet. ²

Mas afinal, o que é o Metaverso? 

Trata-se de um universo virtual imersivo e realista. Ou seja, um espaço on-line compartilhado por pessoas que utilizam diversas tecnologias para interagir com o próprio espaço, com conteúdo e com outras pessoas por meio de avatares (Imagens que representam o usuário). 

Para que você associe melhor o que é, e como funciona o mundo virtual que estamos falando, pense nas seguintes situações:

Reuniões virtuais de trabalho: Seria possível simular reuniões presenciais, interagir com os colegas e até mesmo estabelecer contato visual entre os avatares.
Entretenimento: Lives de artistas que hoje são feitas em sua maioria em aplicativos, poderiam acontecer em um espaço virtual único e personalizado, com muito mais interação entre o público.

Segundo Mark Zuckerberg “Você será capaz de fazer quase tudo que você possa imaginar — reunir-se com amigos e família, trabalhar, aprender, brincar, fazer compras, criar — bem como experiências completamente novas que realmente não se encaixam na forma como pensamos sobre computadores ou telefones hoje.” ᵌ

Resumindo, espera-se que o Metaverso seja um tipo de Internet 3D onde o mundo virtual e físico estarão mais integrados, trazendo interesses como informação, diversão e negócios de forma compartilhada e mais realista.

Então o Metaverso seria uma espécie de realidade virtual?

Na verdade não. Apesar da tecnologia ser parte central do metaverso, o termo não se refere a nenhum tipo de tecnologia virtual específica. Porém, já podemos presumir que inicialmente farão parte desse universo:

  •  Realidade virtual (Ambiente 3D que simula o mundo real e permite total interação dos participantes. Atualmente, para acessar essa tecnologia é necessário usar óculos especiais equipados com fones de ouvido e sensores.)
  • Realidade aumentada (Combina aspectos dos mundos virtual e físico. Ex. jogo Pokémon Go, onde as pessoas usam as câmeras dos smartphones para capturar criaturas virtuais em um mapa virtual baseado no mundo real.)
  • Blockchain, criptomoedas e NFTs.

Hoje, a principal dificuldade para falar sobre o Metaverso é o simples fato de que ele ainda não existe. Por se tratar de um projeto em fase inicial, tudo o que se fala sobre ele ainda são apenas especulações.

Atualmente, grande parte do mercado acredita que o Metaverso não vem para substituir a Internet atual, mas sim como um complemento que será acessado não apenas por meio de dispositivos como óculos e fones, mas também de maneira mais simples como smartphones, consoles de videogame e PC´s.  

E você? Está pronto para viajar nesse novo Universo? Já imaginou como serão os treinamentos no Metaverso?

¹ (Fonte: https://exame.com/tecnologia/novo-nome-facebook/)
² (Leia na íntegra: Founder's Letter, 2021 | Meta (fb.com))
ᵌ (Fonte: https://portal.comunique-se.com.br/metaverso-foi-a-palavra-de-2021-e-os-numeros-sao-surpreendentes/ )

 

 

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Monstros no Trabalho é sobre Reskilling /2021/12/10/monstros-no-trabalho-e-sobre-reskilling/ /2021/12/10/monstros-no-trabalho-e-sobre-reskilling/#respond Fri, 10 Dec 2021 14:01:47 +0000 /?p=1393   A Pixar lançou recentemente uma nova série de animação no streaming Disney+. O tema: upskilling e reskilling. Obviamente, a sinopse declarada não é essa. Mas, com certeza, é um grande pano de fundo da trama. A série se chama Monstros no Trabalho e, claro, se passa no universo da animação Monstros SA. Para quem não assistiu ao [...]

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  A Pixar lançou recentemente uma nova série de animação no streaming Disney+. O tema: upskilling e reskilling. Obviamente, a sinopse declarada não é essa. Mas, com certeza, é um grande pano de fundo da trama. A série se chama Monstros no Trabalho e, claro, se passa no universo da animação Monstros SA. Para quem não assistiu ao primeiro longa (e dando alguns spoilers), ele trata de uma grande descoberta para a cidade dos monstros: que a melhor fonte de energia para a região são as risadas das crianças e não mais seus gritos de susto. A série começa no dia seguinte ao final do primeiro filme. A empresa que dá título ao longa, Monstros SA, gera toda a energia da cidade e agora não precisa mais de monstros assustadores, mas sim de engraçados. Em paralelo, um monstro que acabou de se formar na universidade como um dos melhores alunos assustadores e com uma carta de recomendação, chega ao seu primeiro dia de trabalho na Monstros SA e descobre que sua habilidade de arrancar gritos das crianças não é mais necessária. Agora, ele precisa aprender a ser engraçado. O fato de upskilling e reskilling estar numa grande animação, de lançamento mundial, é mais um sinal de sua relevância para nossos tempos. Chegou ao entretenimento, mas já vem sendo discutido pelas grandes consultorias internacionais e por entidades como o Fórum Econômico Mundial há alguns anos. Exemplos: 1. O Fórum Econômico Mundial criou uma iniciativa chamada Reskilling Revolution, que pretende atingir 1 bilhão de pessoas até 2030 (link: https://www.reskillingrevolution2030.org) 2. A McKinsey desenvolveu uma série de relatórios sobre reskilling, inclusive um que é preciso transformar a China num país de lifelong learners (https://www.mckinsey.com/featured-insights/china/reskilling-china-transforming-the-worlds-largest-workforce-into-lifelong-learners) 3. A Deloitte também produziu diversos relatórios sobre o assunto, inclusive um em que afirma que reskilling e upskilling geram empresas “à prova do futuro” (https://www2.deloitte.com/lu/en/pages/human-capital/articles/reskilling-the-workforce.html) Mas, afinal, o que é upskilling e reskilling?

Em português, algumas pessoas traduzem como qualificação e requalificação, mas há sutilezas que não são captadas nesta tradução. Se digitarmos essas palavras no tradutor do Google, também não vamos encontrar respostas satisfatórias.

Resumindo o que dizem as consultorias, as definições são as seguintes:

● Upskilling: quando um profissional está desenvolvendo e aperfeiçoando habilidades para atingir um padrão mais alto de competência, a fim de ter um melhor desempenho em sua função atual.

● Reskilling (requalificação): quando uma pessoa desenvolve uma habilidade diferente para ser capaz de desempenhar um novo papel, que não exerce hoje.

Esse é o caso do Tyler Tucson, o personagem recém-formado de Monstros no Trabalho. Deixar de ser assustador para arrancar risos das crianças, é uma mudança bem grande em seu trabalho, é aprender uma nova habilidade.

A série é sobre sua jornada de requalificação.

No mundo real, situações como essas são cada vez mais comuns. O mercado precisa de habilidades que as universidades não são capazes de acompanhar. Profissionais precisam estar cada vez mais preparados para novos aprendizados, seja se desenvolvendo em sua própria função ou mudando de carreira. A situação é tão generalizada que tornou-se um dos temas mais importantes no mundo corporativo de hoje, especialmente para as áreas de Recursos Humanos e Treinamento e Desenvolvimento.

E você, já se sente impactado por essa realidade?

Por Nira Bessler, lifelong learner, especialista em aprendizagem de adultos e apaixonada pelo tema.

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E se aprendêssemos como crianças? /2021/11/04/e-se-aprendessemos-como-criancas/ /2021/11/04/e-se-aprendessemos-como-criancas/#respond Thu, 04 Nov 2021 20:54:49 +0000 /?p=1375   Tenho uma filha de 2 anos e meio. É fascinante para mim, uma apaixonada por aprendizagem, acompanhar o desenvolvimento dela dia após dia. Acho lindo quando ela aprende a dizer “para mim”, em vez de “para a Marina”, ou sua descoberta das normas sociais, respondendo “oi, fulano”, “bom dia” e “tchau”. O processo de aprendizagem dela é [...]

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  Tenho uma filha de 2 anos e meio. É fascinante para mim, uma apaixonada por aprendizagem, acompanhar o desenvolvimento dela dia após dia. Acho lindo quando ela aprende a dizer “para mim”, em vez de “para a Marina”, ou sua descoberta das normas sociais, respondendo “oi, fulano”, “bom dia” e “tchau”. O processo de aprendizagem dela é rápido e natural. Sua curiosidade é, muitas vezes, mais forte do que a fome ou o sono. Descobrir como o pé molhado forma pegadas no chão pode ser mais interessante do que almoçar. E entender como abrir uma caixa nova pode ser prioridade, em vez de deitar e dormir. Aí, me pergunto: como e por que perdemos esses ímpetos, tão bonitos?

A neurociência tem suas explicações. É na infância que o cérebro está se formando. Por isso, nesta curiosidade há questões de evolução e sobrevivência da espécie. Para nos tornarmos quem somos, precisamos passar pelo processo de aprender a sermos humanos.

Como diz uma neurocientista, “é preciso mais de um cérebro para formar uma mente”. Somos uma espécie que depende do afeto e da interação com outros humanos para nos tornarmos quem somos. Levamos muito tempo para nos tornar independentes. Por isso, aprender é tão fundamental para o nosso desenvolvimento nos primeiros anos.

Já na fase adulta, a prioridade é outra. É sobrevivermos. É sermos socialmente aceitos. É termos nosso ganha-pão.

Pode haver um aspecto biológico-evolutivo nessa mudança de postura da infância para a fase adulta – nessa redução da curiosidade, nessa ampliação do medo de errar para ser aceito, nessa tendência de buscar respostas prontas.

Há, porém, quem culpe a escola, que pune o erro com rigor, que inibe a criatividade, ao impor padrões rígidos de certo e errado, que nos faz querer ser aceitos no grupo, muitas vezes abrindo mão de nossas perguntas e da nossa forma de pensar. Pensando bem, vários aspectos da educação, inclusive na família, têm essas características.

Eu diria que, na responsabilidade por essa transformação na fase adulta, há uma mistura dos dois: evolução e educação.

E, talvez, para manter nossa energia nas perguntas, na curiosidade, nas descobertas, precisamos de uma educação e um ambiente que nos estimule a ser mais como crianças: na abertura para o novo e para o mundo, sem medo de errar; na alegria de descobrir algo que não sabíamos; no desejo de conhecer mais. Eu costumo contar uma história da minha filha. Quando tinha pouco mais de 1 ano, ela brincava com uma espécie de lego, mas mais fácil, para crianças pequenas, de outra marca. Quando ela já estava dominando este brinquedo, comprei um lego, daqueles maiores, também para a idade dela. Num determinado momento, ela tentou encaixar os dois brinquedos de marcas diferentes. Meu primeiro impulso foi de mostrar para ela que não era possível, porque, afinal, eram encaixes diferentes. Mas segurei meu impulso. Era melhor que ela descobrisse isso sozinha. Qual não foi minha surpresa quando a pequena simplesmente conseguiu? Ela conseguiu encaixar as duas peças, mesmo sendo de marcas diferentes. Aquilo era possível, mas eu, com minha cabeça de adulto, presumi que não, sem nem mesmo experimentar.

E é disso que estou falando: curiosidade e experimentação.

Para lidarmos com o mundo contemporâneo – de grandes transformações, que exige agilidade, inovação e até disrupção, num cenário de muita incerteza – essas características da infância são mais relevantes do que nunca.

Precisamos estar cada vez mais curiosos e prontos para experimentar, mesmo correndo o risco de errar. É assumindo esse risco que podemos criar algo novo.

No fundo, isso significa que precisamos estar abertos a aprender sempre. Aprender não é acumular conhecimento. Aprender tem a ver com reflexão e ação. Aprender tem a ver com como usar conhecimento para questionar e experimentar.

Pensar em como resgatar a curiosidade, a alegria e a experimentação da infância nas organizações: aí está um grande e maravilhoso desafio!

(Um parêntese sobre o erro: não estou falando de qualquer erro, mas daquele erro honesto, em que arriscamos tentar fazer algo diferente e melhor. É o erro do qual podemos tirar aprendizados, cujos riscos foram avaliados e aceitos previamente. Não me refiro a omissão, negligência ou imprudência.)

Por Nira Bessler, lifelong learner, especialista em aprendizagem de adultos e apaixonada pelo tema.

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Segurança da Informação – Consciência e comportamento /2021/10/29/seguranca-da-informacao-consciencia-e-comportamento/ /2021/10/29/seguranca-da-informacao-consciencia-e-comportamento/#respond Fri, 29 Oct 2021 13:48:54 +0000 /?p=1366   Este provavelmente, será um dos artigos mais breves que escreverei, no entanto, seu tamanho em palavras não minimiza seu tamanho em importância, considero o assunto “Consciência e Comportamento” um dos mais complexos, abstratos e disruptivo quando um tema da psiquê é expresso por um profissional de Segurança da Informação. Trabalhar esse assunto é sem [...]

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  Este provavelmente, será um dos artigos mais breves que escreverei, no entanto, seu tamanho em palavras não minimiza seu tamanho em importância, considero o assunto “Consciência e Comportamento” um dos mais complexos, abstratos e disruptivo quando um tema da psiquê é expresso por um profissional de Segurança da Informação. Trabalhar esse assunto é sem sombra de dúvidas desafiador, ousado e extremamente necessário, para nós que trabalhamos com campanhas de conscientização é imprescindível a compreensão da consciência humana, como um conjunto de informações organizadas podem abastecer o arsenal de conhecimento de quem precisa proteger as informações da organização que representa e até mesmo suas informações pessoais. O que a consciência tem a ver com a proteção de dados? Essa pergunta merece um ou dois parágrafos de resposta só para ela. Lembremos que os pilares de uma organização são, pessoas, processos e tecnologias, são partes interdependentes de um conjunto, ou seja, formam um corpo organizacional, onde cada elemento contido nestes três pilares são membros importantes para que a organização flua rumo aos seus objetivos. Em Segurança da Informação também existem três pilares que dão norte a proteção de dados, comumente conhecidos com o acrônimo “CID” de confidencialidade, integridade e disponibilidade, são estes os pilares que sustentam as tomadas de decisões de um profissional de Cibersegurança, cujo objetivo é proteger as informações que existem para que o objetivo organizacional seja atingido. Com essa base para entendimento, quero destacar o fator humano, pessoas, gente que tomam decisões todo o tempo, inertes as suas responsabilidades e deveres, variáveis de acordo com o seu humor, personalidade, influências externas de todo o tipo e as internas também, são consideradas um elo sensível para a proteção de dados, no entanto, eu gosto de dizer, o elo mais importante, pois, são pessoas que interagem em primeira instância com os demais pilares, processuais e tecnológicos, e é esse o ponto que quero chegar, a motivação, a razão que move uma pessoa a agir com um determinado comportamento. O comportamento irá definir qual o resultado gerado a partir de uma ação executada por um membro desse corpo, e é aí que entra a importância da conscientização. Demonstrar por meio das campanhas, a razão, os motivos e as circunstâncias dos ataques cibernéticos abrem janelas emocionais geradoras de oportunidades, essas oportunidades podem ser exploradas para que ensinamentos e conhecimentos de proteção digital possam ser “instalados” e “programados” em cada espectador, para que por meio da consciência o indivíduo possa por si só reconhecer e saber agir da forma mais adequada em face um ataque contra segurança da informação.

Por: Marcos Kavlac | Psycurity campanhas e treinamentos.

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Segurança da Informação – Ataques Oportunistas /2021/10/22/seguranca-da-informacao-ataques-oportunistas/ /2021/10/22/seguranca-da-informacao-ataques-oportunistas/#respond Fri, 22 Oct 2021 18:20:57 +0000 /?p=1354   Acredite, prestes a escrever este artigo eu recebi uma mensagem de voz de um dos meus melhores amigos, dizendo, “Marcos, você vai brigar comigo, eu caí em um Phishing, dá uma olhadinha nessa mensagem […]”. Obviamente não pensei em brigar com ele, costumo dizer em minhas palestras que, não importa o nível intelectual, social, hierárquico ou quaisquer que [...]

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  Acredite, prestes a escrever este artigo eu recebi uma mensagem de voz de um dos meus melhores amigos, dizendo, “Marcos, você vai brigar comigo, eu caí em um Phishing, dá uma olhadinha nessa mensagem […]”. Obviamente não pensei em brigar com ele, costumo dizer em minhas palestras que, não importa o nível intelectual, social, hierárquico ou quaisquer que sejam, todos estamos suscetíveis a cair em golpes digitais, procuro parafrasear essa ideia baseado em um artigo científico denominado “Scam Compliance and the Psychology of Persuasion”, na tradução livre, significa (Conformidade da fraude e a Psicologia da Persuasão), por meio de uma pesquisa com aproximadamente 2000 pessoas vítimas de golpes digitais, Dr. David Modic, psicólogo comportamental, estudou as vulnerabilidades emocionais que levam as possíveis vítimas serem mais suscetíveis à cair em golpes digitais, e é impressionante a habilidade que hackers e golpistas têm em explorar esses sentimentos, sempre com o objetivo de roubar informações preciosas ou ludibriar vítimas afim de que elas executem algo a seu favor, as técnicas utilizadas por esses golpistas ganham força quando eles trabalham com o poder da persuasão. Já ouvir falar a frase, “a oportunidade faz o ladrão”? Se sim, saiba que no mundo dos crimes digitais essa é uma frase que também se encaixa. Dia a após dia estamos ouvindo falar que empresas estão sofrendo com ciberataques, nos noticiários da televisão, notícias sobre golpes digitais em pessoas comuns, e parece que esse número cresce cada vez mais quando estamos passando por uma situação específica, os atacantes estão sempre atentos as oportunidades que sensibilizam as pessoas a ficarem mais suscetíveis emocionalmente, eles enxergam isso como uma janela de oportunidades. Separei esse exemplo que ocorre logo no início da pandemia, na publicação de 05 de fevereiro de 2020, pelo site Brasil, País Digital, “Cresce onda de malwares oportunistas explorando o Coronavírus como isca”, lembremos que a primeira morte por Covid-19 registrada em território nacional foi em 12 de março de acordo com o Ministério da Saúde, ou seja, mais de 1 mês antes da onda pandêmica começar trazer suas consequências, pessoas mal intencionadas já estava aproveitando os rumores para a prática de golpes digitais. Um artigo publicado pela CIO de 2013 já indicava que, uma das maneiras mais comuns das organizações se exporem a ataques de cibercriminosos é dar a chance de serem invadidas. A maioria das pessoas que sofre ataques é vítima da oportunidade – não especificamente são alvos escolhidos, mas são atacados porque exibiram uma fraqueza que alguém sabia como explorar, de acordo com a edição 2013 do Data Breach Investigations Report, da Verizon Enterprise, uma unidade da Verizon Communications. Independente se o ataque é sobre PMG organizações ou propriamente a pessoas físicas, o elemento principal que recebe o ataque é sempre um ser-humano, uma pessoa dotada de sentimentos, emoções e relacionada ao convívio social e carregada de suas próprias preocupações e interesses. Isso significa que o seu envolvimento socioemocional é um possível campo que pode ser explorado quando seus interesses e preocupações são conhecidos pelo hacker. Para exemplificar, lembra do meu amigo? Bom, ele está morando nos EUA, aperfeiçoando seu conhecimento em um MBA na terra da oportunidade, e nesse momento, seu universo está plenamente conectado a oportunidades trabalho que possam lhe gerar uma remuneração, pois bem, o atacante que enviou o Phishing para ele de alguma forma conhecia seus interesses, e logo construiu um e-mail malicioso propondo uma oportunidade, e além de conhecer seus interesses, a audácia do atacante explorou um cenário que envolvia a universidade que ele estuda atualmente. Por sorte, mesmo ao clicar no e-mail, o golpe só teria êxito se ele passasse mais algumas informações para o hacker, como sua consciência estava ativa ele conseguiu reconhecer que o e-mail não tinha sua origem fidedigna e logo inibiu a continuidade de trocas de mensagem, assim, ele interrompeu esse golpe. A pergunta que talvez a maioria me fizesse agora, é, ok Marcos, se as vulnerabilidades são emocionais, qual seria a medida protetiva? De forma muito simples, eu gosto de responder, a medida protetiva mais eficaz é por meio da consciência, e a consciência é alimentada por meio do conhecimento adquirido por experiência. Um dia observei em uma conversa, alguém perguntando, por que estudamos história? E outro alguém respondeu, para não cometermos os mesmos erros do passado. Bom, essa é uma resposta bem particular, mas nos ajuda a entender como que experiências adquiridas por si só ou por meio das experiências vivenciadas por outros pode trazer a consciência daquilo que não queremos errar ou errar novamente. Trazendo para o cenário de discussão desse artigo, aprender por meio de campanhas de conscientização, palestras, treinamento e até mesmo estar antenado com as notícias divulgadas por canais de comunicação, fará com que possamos atualizar nosso antivírus mental para agir de forma adequada e bloquear de forma proativa possíveis ciberataques de pessoas mal-intencionadas, assim como meu amigo agiu!

Por: Marcos Kavlac | Psycurity campanhas e treinamentos.

Referênciashttps://brasilpaisdigital.com.br/cresce-onda-de-malwares-oportunistas-explorando-o-coronavirus-como-isca/https://cio.com.br/tendencias/que-tipo-de-alvo-e-voce/https://sci-hub.se/10.2139/ssrn.2364464

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Lei Geral de Proteção de Dados – Responsabilidades Adjacentes /2021/10/15/lei-geral-de-protecao-de-dados-responsabilidades-adjacentes/ /2021/10/15/lei-geral-de-protecao-de-dados-responsabilidades-adjacentes/#respond Fri, 15 Oct 2021 16:38:46 +0000 /?p=1333   Acredito que você, sim, você mesmo que está lendo este artigo, tenho certeza de que em algum momento da sua vida você tenha recebido uma ligação de alguma instituição bancária ou mesmo de uma operadora de telefone oferecendo uma “super oportunidade”, a ligação naquele momento foi tão inoportuna que logo descartou qualquer possibilidade de fechar um acordo ou [...]

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  Acredito que você, sim, você mesmo que está lendo este artigo, tenho certeza de que em algum momento da sua vida você tenha recebido uma ligação de alguma instituição bancária ou mesmo de uma operadora de telefone oferecendo uma “super oportunidade”, a ligação naquele momento foi tão inoportuna que logo descartou qualquer possibilidade de fechar um acordo ou nem mesmo parou para pensar se realmente aquela promoção lhe faria sentido. Obviamente essa intromissão trouxe um incomodo e sua reação foi extremamente compreensível, agora o que é mais intrigante, depois de um tempo que desligou o telefone, parou, pensou e deve ter se questionado, UÉ! Como é que eles conseguiram os meus dados?! Bom, você deve ter se identificado com essa situação, milhares de brasileiros também se identificariam com isso, é muito comum até mesmo nos dias de hoje que empresas se apropriem de dados pessoais para trabalharem com seu marketing, essa comunicação não se resume somente via telefone, mas sim por e-mail, SMS e até mesmo mensagens que chegam inesperadamente em seu aplicativo de mensagens. E a pergunta é, o que isso tudo tem a ver com segurança da informação?! Recentemente o Brasil passou a fazer parte dos países que contam com uma lei que tem como objetivo regulamentar o tratamento de dados pessoais. Quando observamos a lei Nº 13.709/2008 no seu Art. 1º podemos ler “Esta Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.” Quando eu falo sobre seus objetivos, gosto de ressaltar o art. 2º inciso 1º “O respeito a privacidade”, a palavra respeito me enche os olhos e me tira um sorriso, logo porque existe uma lei com suas determinas sanções que dão o direito ao cidadão comum de ter seus dados protegidos e quando estiver na custódia de empresas ou pessoas físicas, elas terão obrigações sobre os cuidados necessários no uso de dados pessoais, ou seja, aqueles dados que identificam o indivíduo. Esse era um avanço necessário que deveríamos ser submetidos, principalmente com o advento da Internet e a rápida transformação digital que as empresas estão passando nessa última década. A Segurança da Informação é de fato protagonista nessa nova era, não seria possível estabelecer um conjunto de regras e sanções consolidadas em uma lei caso não existissem os preceitos estabelecido por essa disciplina, se engana quem se lembra de segurança somente no mundo digital, vamos lá, saindo fora caixa, o principal objetivo é a proteção da informação e informação não está e nunca estará somente em meios digitais, bem sabemos que, a informação pode ser impressa ou pode estar até em uma correspondência, a informação além de estar em algo ela também pode existir em uma mente e sabemos que a partir daí ela pode ser explanada por meio de conversas em diversos ambientes. E o que eu quero dizer com tudo isso, existe um cuidado extenso e necessário para que a informação independente do meio que se encontra deve ser submetida a medidas protetivas necessárias para garantir o “respeito” disposto em lei. Bom, segurança da informação transcende a categoria de dados pessoais previsto em lei, no entanto, informação é informação e independente de sua categoria, claro, pode variar de acordo com a sua classificação, como, uma informação interna, restrita, confidencial ou classificada como dado pessoal, independente de qual seja, medidas protetivas deverão existir e agora com uma lei para garantir o comprometimento com a proteção das instituições. Olhando com mais profundidade para instituições, como citamos no início deste artigo, instituição por si só não existe sem que exista o seu corpo organizacional, ou seja, toda empresa é organizada em departamentos e todo departamento existe uma pessoa ou grupo de pessoas que exercem suas funções em detrimento a governança e objetivos institucionais. Sendo assim, cada membro desse corpo organizacional deve contribuir com seus objetivos institucionais e suas obrigações legais, todos são responsáveis. Uma empresa que se preocupa e respeita os dados pessoais de clientes ou dados do seu próprio pessoal necessariamente implementará recursos processuais, técnicos e de conscientização para mitigar ao máximo os riscos inerentes as informações que estão sob sua custódia. Para finalizarmos, hoje, graças a uma lei que traz consequências sobre o desrespeito de dados pessoais é a mesma lei que traz direitos a quem deve ser protegido, é obvio que a lei é importante e para se tornar sustentável é essencial o comprometimento institucional e organizacional para garantir a eficácia dos preceitos de segurança da informação, quer uma dica? Se você passou por algo semelhante ao que relatamos no começo deste artigo, usufrua dos seus direitos, não se submeta a ser refém de quem se apropria dos seus dados pessoais. Agora você que faz parte da instituição que deve proteger os dados pessoais, tenha consciência sobre suas responsabilidades na representa que você presta serviços, conheça as políticas internas de segurança da informação e haja dentro da conformidade. Lembre-se, além de representar uma organização que tem deveres, você também é um cidadão que poderá usufruir de seus direitos.

Por: Marcos Kavlac | Psycurity campanhas e treinamentos.

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Segurança da Informação /2021/10/06/seguranca-da-informacao/ /2021/10/06/seguranca-da-informacao/#respond Wed, 06 Oct 2021 20:06:28 +0000 /?p=1302   Imagine uma pessoa que momentos antes de seguir sua viagem do Brasil para Alemanha inicia o download de um filme por recursos do torrent, na correria que antecede a tão sonhada viagem seu download é interrompido para que o tempo que lhe resta seja dedicado a arrumação das malas e todo o ritual pré-viagem, [...]

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Imagine uma pessoa que momentos antes de seguir sua viagem do Brasil para Alemanha inicia o download de um filme por recursos do torrent, na correria que antecede a tão sonhada viagem seu download é interrompido para que o tempo que lhe resta seja dedicado a arrumação das malas e todo o ritual pré-viagem, bom, deu tudo certo, o avião partiu e o período offline durante todo percurso aconteceu. Na primeira noite em seu quarto no país do Chucrute automaticamente o download foi retomado. 

À medida que os dados são organizados, criam significados, um conjunto de informações sustentam o conhecimento necessário para empresas que criam valores intelectuais significativos aos negócios. A informação como ativo pertencente ao conjunto de ideias, inovações e estratégias se tornam parte ou principal propriedade de uma organização, apresentar esse intelecto organizacional a parceiros requer cuidados especiais. Cada vez mais, empresas que valorizam suas informações estão se aperfeiçoando nas avaliações de seus potenciais fornecedores, essas avaliações verificam se os seus parceiros estão adequados a prestar serviços que utilizam de propriedade intelectual da contratante. E o que exatamente é avaliado? Bom, não me surpreende se uma planilha com centenas, sim, é isso mesmo que você leu, centenas de perguntas forem enviadas por clientes com questões que avaliam todo o seu ecossistema de proteção da informação, com perguntas sobre processos, tecnologias e toda governança do pessoal, com exigências de melhores práticas e frameworks que seguem padrões estabelecidos por órgãos competentes no assunto. 

O que pode proteger as instituições de fato é um bom processo de avaliação de seus fornecedores, e o que vai além de uma boa avaliação é de fato saber se os fornecedores cumprem ou estão cumprindo com aquilo que responderam e evidenciaram a partir de suas respostas. E para garantir esse cumprimento é inevitável que um bom contrato seja redigido e assinado entre as partes, contratantes e contratada. Bom, sabendo de tudo isso, é imprescindível o uso de duas cláusulas que comprometem as devidas responsabilidades e sanções entre as partes, são elas; Propriedade Intelectual e da Confidencialidade. 

Propriedade intelectual, compreende que a ideia ou o conjunto de ideias fazem parte da propriedade de uma organização que inclui em seu conjunto de ativos a informação como um bem que representa valor para os seus negócios. Hoje com a transformação digital, é praticamente inexistente organizações de sucesso não dar o devido valor as suas informações e inserir em seus processos de gestão de riscos e segurança da informação um bom modelo de avaliação. 

Outra cláusula importante é a da confidencialidade, como um dos pilares da segurança da informação esse item deixa explicito as responsabilidades sobre o mantimento de informações substanciais em sigilo dentro de um espectro estabelecido pela própria cláusula. 

Neste momento, se imagine na posição de um fornecedor que pretende oferecer o melhor serviço e atingir a confiabilidade ideal em face ao mercado que atua, é indispensável o seu comprometimento, obviamente com o cumprimento de todo contrato, mas quando o assunto envolve Segurança e proteção das informações é com bons olhos que devemos olhar para os aspectos da Propriedade Intelectual e da confidencialidade. Para que sejam cumpridas essas cláusulas uma boa governança de segurança da informação deve ser estabelecida e notoriamente fundamental o comprometimento de todo corpo organizacional. Quando incluímos o fator humano nessa equação, a conscientização é o elemento de sustentabilidade e que promove por meio de seu pessoal conscientizado as melhores práticas de segurança da informação e o comportamento adequado dos colaboradores em prol da proteção das informações em detrimento do respeito e responsabilidade da propriedade intelectual e da confidencialidade desse ativo chamado informação. 

Seja consciente, atue de forma adequada baseado nos treinamentos de segurança da informação e faça questão de conhecer as políticas internas de segurança, outro passo sugerido é, conheça as cláusulas de propriedade intelectual e da confidencialidade, assim, você terá um norte e saberá o seu papel em face a posição que você atua na sua organização. Lembre, toda instituição é um corpo organizacional e todo corpo tem seus membros, você é membro e se torna responsável junto ao corpo.

Ahh, e sobre o download retomado na terra da cerveja, o final da história, uma multa por direitos autorais chegou ao endereço na mesma semana. Essa é uma das sanções que podem contemplar um conjunto de regras, leis e contratos assinados.

Por: Marcos Kavlac | Psycurity campanhas e treinamentos..

 

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